Construção
5 de Novembro de 2021

5 erros que você não pode cometer ao fazer o reboco de parede

Você já aplicou o reboco e verificou o surgimento de algum problema? Veja 5 erros comuns nesse tipo de serviço e saiba como evitá-los!

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O acabamento de um imóvel é uma parte delicada da obra, pois os erros cometidos pelos profissionais da construção civil ficam mais evidentes, gerando um forte sentimento de insatisfação em seus clientes. O reboco de parede é um dos componentes que exigem atenção redobrada, pois usualmente todas as paredes recebem esse revestimento.

Entregar um serviço de excelência é fundamental para o sucesso do profissional, e para isso ele deve saber o que fazer e, mais ainda, aquilo que deve ser evitado. Quem está no mercado deve sempre ampliar seus conhecimentos, mas há pouco espaço para errar, por isso é importante que se faça um aprimoramento constante.

Quer saber mais sobre a aplicação do reboco de parede? Selecionamos 5 erros que você deve conhecer e evitar nas suas obras, Confira!

1. Escolher produtos de baixa qualidade

Da fundação ao acabamento, não há erro mais comprometedor do que a escolha de materiais de baixa qualidade. Isso vale para tudo o que será aplicado na sua obra, desde as fitas adesivas ao tipo e marca de cimento que será escolhido para dar vida ao sonho do seu contratante.

Mesmo que as construções exijam algum nível de manutenção, a ideia é que elas durem por décadas ou até mesmo séculos, sendo que algumas economias impedem que isso se torne uma realidade.

Há atualmente duas opções para a aplicação do reboco na parede, que são a argamassa cimentícia e o gesso. A primeira opção é a mais clássica, que oferece boa durabilidade e resistência à água tanto para áreas externas como internas. Já o gesso tem sido mais utilizado nos últimos anos por gerar economia e possibilitar um fino acabamento, mas que precisa de uma superfície muito bem preparada antes da aplicação e é mais comum nas áreas internas.

Em ambos os casos, a escolha de bons materiais fará toda a diferença no resultado final e na resistência a longo prazo. Investir na aplicação de produtos de qualidade é a principal economia para quem não quer ter dores de cabeça nos meses ou anos seguintes.

2. Deixar o reboco muito espesso

O reboco com espessura além da recomendada é aquele cuja mistura recebeu mais cimento do que deveria. O excesso de cimento prejudica o trabalho do profissional por não permitir um acabamento mais fino, não sem que se tenha que utilizar outros produtos para corrigir as falhas geradas.

Outro problema nesse tipo de massa são as microfissuras, dada a sua rigidez, e a dilatação da massa tende a ser maior do que o usual. Em pouco tempo as imperfeições serão mais evidentes e poderão causar outros problemas, como a dificuldade para fechar portas e janelas. Estas microfissuras podem ser evitadas com a aplicação de uma tinta Elastomérica que ajuda na prevenção.

Isso acontece porque a dilatação faz pressão sobre portas e laterais de janelas que, embora nem sempre sejam perceptíveis aos olhos de pessoas leigas, geram a dificuldade relatada. Nesse caso, o reparo será bastante drástico e oneroso, pois o ideal é que se refaça boa parte do reboco, o que também exigirá a reaplicação de massa corrida e uma nova pintura.

3. Não conhecer as proporções

O reboco convencional, que é aquele feito com a argamassa cimentícia, leva cimento, cal, areia e água. Exagerar ou colocar menos que o indicado de algum desses componentes é um risco que deve ser afastado da sua obra, para que se tenha o melhor resultado possível.

Para isso, não basta conhecer as proporções, pois você também terá que fazer a dosagem adequada da mistura. Isso significa, por exemplo, que não se deve confiar apenas nos seus olhos, e sim em sistemas que consigam atestar que a mistura receberá as proporções adequadas de cada componente.

Traço para a área interna

O revestimento das paredes internas conta com uma proporção específica, que é diferente daquela que será aplicada à área externa. Isso porque, internamente, não há uma grande exposição ao tempo, sendo que o sol, o frio e a chuva influenciam na durabilidade da massa do reboco.

Veja abaixo a proporção recomendada para o interior do imóvel:

  • 3 latas de areia;
  • 2 latas de cal;
  • 1 lata de cimento;
  • água até que se tenha volume e consistência ideais para a aplicação na parede.

Traço para a área externa

Para a parede externa, como mencionado, a mistura obedecerá uma outra proporção, qual seja:

  • 2 latas de areia;
  • 2 latas de cal;
  • 1 lata de cimento
  • água até que se tenha a consistência adequada.

Como se pode perceber, a mistura para a área externa é um pouco mais rígida que aquela que será aplicada no interior da obra. A justificativa é a maior exposição da área externa às intempéries. Para que se faça a medição da proporção, o mais indicado é que se use um mesmo tipo de recipiente, que pode ser uma lata de tinta de 18 litros vazia.

4. Não nivelar com precisão

O início do acabamento é feito por meio do sarrafeamento, que é a utilização de uma régua de 2,5 metros para traçar o reboco. O movimento deve ser feito de baixo para cima, seguindo as guias mestras que devem estar devidamente aplumadas para que se obtenha o melhor acabamento.

Tal serviço deve ser feito entre 45 e 60 minutos após a aplicação do reboco, que é o tempo necessário para que a parede absorva a água e você consiga sarrafear a massa em um ponto mais consistente. Antes disso, você comprometerá a qualidade do seu serviço e, passado esse tempo, a massa estará menos maleável e exigirá um esforço físico muito maior.

Em seguida entrará em ação a desempenadeira lisa, que, por meio de movimentos circulares, removerá os excessos de massa deixados pelo sarrafeamento e cobrirá alguns buracos. Esse serviço é o que deixará a parede pronta para aplicação da massa corrida nas áreas internas e massa acrílica nas áreas externa e preparará a parede para a pintura. Importante considerar que o reboco deve ter cura de 28 dias para que possa receber o sistema de pintura.

5. Não lixar adequadamente

Para concluir o revestimento e permitir que se tenha um fino acabamento, o profissional deve fazer o lixamento da parede de maneira adequada, com lixas de qualidade e granulações indicadas para esse tipo de superfície e serviço.

Essa dica deve ser adaptada e aplicada a todas as fases de uma obra, afinal, dificilmente um serviço será bem-feito sem que o profissional conte com as ferramentas essenciais para a sua realização.

O reboco de parede exige muita técnica para a sua aplicação, e isso abrange desde a construção de paredes bem amarradas, passando pela mistura ideal da massa e se encerrando no fino acabamento, que enobrece todo o serviço desempenhado. É dessa forma que o profissional garante a satisfação de seu cliente e passa a ter uma agenda cada vez mais cheia.

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